Minha impressão do Vale Fashion Blogs
Fev 18
No último sábado, dia 16 de fevereiro teve o Vale Fashion Blogs no Senac de São José dos Campos, evento organizado pelo Comunicavale com o apoio do Senac e da revista What If.
O objetivo era conversarmos a respeito dos rumos que os blogs de moda estão tomando e profissionalizar cada vez mais a área através da troca de experiências.
O evento começou com Bruno Passos, da Conto Figueira que com uma palestra divertida e interativa contou sua trajetória com a marca e como blogueiro, em seguida teve Marianna Lamas, geógrafa e consultora da Tendere, que com muito cuidado e conhecimento palestrou sobre a influência da geografia na moda, me identifiquei com as suas análises e fiquei admirada com seu conhecimento, conteúdo pra conversar durante um mês (parabéns!!), Dione Nègre, diretora da revista What If que falou sobre suas experiências em criar e gerenciar uma revista de moda referência, em seguida o painel de blogueiros com mediação de Cris Bedendo, minha participação, da Karen, Lidi e Alex Cursino. Logo após rolou uma palestra SHOW da Dani Manna, falando de como ela fez do blog sua principal fonte de renda e infelizmente não pude ficar até o final, mas depois da Dani, rolou Bella Arruda, do blog Meninas Vodca.
Desde o convite do Armindo da Cruz e Ferreira, que digo e continuo dizendo: “Não sou blogueira de moda!”
Pra começar a reflexão sobre minha experiência do último sábado esta citação foi fundamental pra eu dizer o que quero.
Minha mãe é cabeleireira desde antes de eu nascer, cresci dentro de um salão de beleza e dos 13 aos 16 anos fui manicure, essa é a primeira relação que tive com a beleza, convivi com isso…aliás, dentro de um salão só se fala em beleza e moda, eu gosto dos assuntos e acredito que toda mulher com o mínimo de vaidade também goste. Gostar não é manjar, mas é gostar, entende? Como tudo que faço tem que ter amor primeiro, assim eu falo, mas estudar sobre moda já era de mais, não pretendia trabalhar com isso, gosto mas não levo jeito…levo jeito mesmo é pra fazer o que eu faço, e decidi estudar comunicação, me apaixonei por semiótica, li muito sobre neurolinguística e encontrei o meu aquário, tenho uma agência de publicidade pra internet.
Montei o Lerrinar em 2011, despretensioso? Não, mas no fundo no fundo o que eu queria com ele era conversar sobre o que gosto com pessoas que se identificam: música, livro, cinema, arte, moda, beleza, regime, comportamento e coisas que eu faço pra facilitar a minha vida, porém com o tempo comecei a perceber que os leitores tinham perfis diferentes dos meus e aprendi a valorizar o que eles estavam gostando de ler, com isso ganhei meu primeiro anunciante: a academia Energy Sport. Comecei a emagrecer e ver que algumas roupas estavam caindo bem novamente, me empolguei demais e na tag sobre moda comecei a publicar fotos de meus looks, fui pro Shame e aprendi o que é hater. Apanhei mas aprendi, vi que falar do que sei é mais positivo do que o que gosto. Mas esse pensamento é limitado, por mais que eu estude, sempre tenho algo pra aprender. Qual é o momento certo de falar sobre aquilo? Por quê não aprender com quem sabe? Por quê não trocar experiências? E por quê raios não usar o blog pra isso? É uma ferramenta de aproximação, social e com plenas condições de me fazer aprender.
Isso tudo, pra dizer que o que importa mesmo é a intenção com que é feito.
Continuarei falando daquilo que gosto e querendo (usei duas vezes, odeio mas o gerúndio foi o que coube pra expressar) aprender com quem sabe. No final das contas a diversão e a prática são o que vale pra construir minha personalidade, senão teremos cada vez mais robôs com as mesmas roupas e os mesmos vocabulários, sem dizer os que repetem o que você diz.
O clichê de que não é um diploma que faz um bom profissional vocês enjoaram de ouvir, mas cabe aqui dizer que o que temos nas faculdades e especializações é um rumo pra seguir, o resto é por conta exclusiva do esforço e interesse da aluna(o).
Muito se falou sobre estudo e realmente é necessário, cada um estuda da forma que acha melhor, mas esta prática não é motivo de “estátua de bronze” para ninguém. A escola tenta ensinar questões básicas na formação como honestidade, transparência e ética, respeitar o espaço do outro.
Como aprender sobre técnicas se não sabe o básico pra evitar perseguições com xingamentos a fim de denegrir a imagem dos outros? Se você se formou em Harvard e não aprendeu essas coisas básicas, de que adianta?!
Por mais que se esforce pra aprender nos cursos isso não significa que tenha tido uma boa educação, boa educação esta que eu aprendi com algumas clientes que tive no salão. Apesar de algumas hoje em dia quando me encontram nos eventos corporativos da vida não me cumprimentam, acho que por vergonha de dar “oi” pra manicure, foi desta forma que coloquei meus pés no chão e conheci a realidade.
Falando sobre qualificação profissional, se eu tive o bom senso de deixar a moda com quem conhece (Dani Manna e Dé Fernandes), não seria de eu “aconselhar” pessoas sem formação em comunicação, fotografia, design a deixarem seus cargos de analista de mídias sociais, fotógrafo e webdesigner e irem estudar, estudar e estudar pra depois se “aventurarem na área”?!
Não. Porque eu posso ensinar também e um dia posso precisar deles.
Atitude, esta palavra embrionária da moda que também não aprendemos nas escolas de moda.
Continuarei com minha atitude, gorda ou magra, velha ou jovem, com roupas do Torra Torra ou da Fórum. Ex-manicure, filha de cabeleireira, graduada com bolsa da prefeitura, ex-atriz de teatro, tatuada, umbandista, fumante e fã de cerveja, essa sou eu.
Pra fechar, deixo este vídeo.
Tá curioso?



























